Archive for junho, 2011

Introdução

O Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, em parceria com o Centro Global para a Pesquisa em Política e Economia da Saúde da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia em Berkeley, a Estação de Trabalho Sinais de Mercado do NESCON/UFMG, o Departamento de Recursos Humanos em Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) realizarão curso de 40 horas sobre economia e mercado de trabalho em saúde. O curso visa promover a investigação e a formação no campo da economia do trabalho e da educação em saúde para pesquisadores/gestores do Brasil e países parceiros do MERCOSUL e da Região Andina, a ser realizado no Rio de Janeiro/RJ, no período de 8 a 13 de agosto de 2011, em horário integral. 

Objetivo

A proposta do curso é de trabalhar modelos e ferramentas econômicas utilizadas na estimativa de necessidade, demanda e oferta da força de trabalho em saúde. Seu objetivo é fornecer uma análise das exigências de habilidades e competências, da distribuição e dos incentivos necessários ao aumento da produtividade da força de trabalho em saúde. O curso analisará as políticas de Recursos Humanos em Saúde que promovam o fortalecimento dos sistemas de saúde via melhoria da efetividade da força de trabalho em saúde, fortalecendo o recrutamento e a retenção por exemplo, e reduzindo desequilíbrios urbano-rurais.

Quem deve participar: Este curso destina-se a gestores, planejadores, analistas, especialistas e profissionais com experiência em ciências da saúde ou sociais, em saúde ou em RH, pesquisadores de observatórios de RHS e outros que trabalham no campo de recursos humanos em saúde em organizações como Ministério ou Secretarias de Saúde, instituições de saúde, organizações de ajuda, e instituições acadêmicas e de pesquisa. Os princípios ensinados no curso serão aplicáveis em todos os países, mas os estudos de caso terão como foco o Brasil e os países da América Latina. Os estudos de caso incluirão exercícios quantitativos com análise de dados. Participantes devem ser proficientes em português ou em inglês para leitura de bibliografia especializada.

Aplicação: os candidatos deverão solicitar pré-inscrição para seleção por meio de envio de Currículo Vitae resumido (no máximo 5 páginas) acompanhado de carta de intenção, justificando a participação, até o dia 01/07/2011 (sexta-feira), através do e-mail capacitacaoapfts@gmail.com .

Os participantes internacionais serão responsáveis pela obtenção de vistos.

Contato: maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (61) 3315-2598 (MS-Márcio) e (21) 2234-7378 (IMS-Mayra) ou pelo e-mail: capacitacaoapfts@gmail.com

Ementa

Análise do mercado e da força de trabalho em saúde. Como interagem os profissionais de saúde no interior de um sistema de saúde? Como os profissionais de saúde são definidos (ex.: formação, competências)? Quais fatores afetam a oferta e a demanda da força de trabalho e como os salários são determinados?

Necessidade, demanda e oferta de força de trabalho. Quais métodos são utilizados para estimar a necessidade e a demanda da força de trabalho em saúde? Como a oferta da força de trabalho pode ser prevista? Como mudanças nas exigências de habilidades e competências podem reduzir a escassez da força de trabalho em saúde? Como a desigualdade presentes no mercado de trabalho pode ser mensurada? Quais são as fontes e os bancos de dados principais sobre a força de trabalho em saúde?

Incentivos, produtividade, desempenho. Como recrutar e reter os profissionais de saúde? Quais fatores afetam a equidade e a distribuição desses trabalhadores e como se pode influenciá-los? Como recrutar profissionais para as áreas rurais? Quais incentivos já foram testados e que resultados foram alcançados?

Financiamento. Como os modelos de financiamento afetam a força de trabalho em saúde? Quais são os diferentes tipos de sistemas de financiamento de saúde existentes e quais são as vantagens e desvantagem de cada um deles? Quais são os mix possíveis de pagamentos público e privado, via seguro ou desembolso próprio e como os países se distribuem em relação a essas combinações?

Desenho de projetos de pesquisa de avaliações. Como incluir um componente de avaliação dentro de um projeto de política de recursos humanos, por exemplo, para testar o efeito de incentivos no mercado de trabalho? Como economistas e gestores pela política podem trabalhar juntos, e quais são os exemplos desse trabalho em conjunto em seu país? Como iniciativas globais de saúde como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas afetam o planejamento da força de trabalho?

 

 Introduction

The Social Medicine Institute of University of the State of Rio de Janeiro and the Secretary of Labor Management and Health Education of Brazil Ministry of Health , in partnership with the Global Center for Health Economics and Policy Research of the School of Public Health of University of California, Berkeley, the Workstation on Market Signals at NESCON/UFMG, the Human Resources for Health Department of World Health Organization (WHO) and the Pan American Health Organization are organizing a 40 hour training on of health labour market and economics. This course aims to promote research and training on health labour markets, education in health and economics for researchers and managers from Brazil and other countries from MERCOSUL and Andean region. The course will be held in Rio de Janeiro/RJ, from 8 to 13 August, 2011.  

Overview

This course will present economic models and tools to estimate workforce needs, demand, and supply. The course will provide an overview of key topical areas centred on increasing productivity, skill mix, distribution, and incentives. It will analyse Human Resources for Health policies that have strengthened health systems trough improvement of health worker effectiveness, increasing recruitment and retention for example, and reducing urban-rural imbalances.

Who should attend: This course is for managers, planners, analysts, experts and practitioners with background on health or social sciences, health or Human Resources – preferably with post graduation, researchers from HRH observatories and others who work in the human resources for health field in organizations such as Ministry or Department of Health, health care facilities, aid organizations, and academic and research institutions. The prin­ciples taught in the course will be applicable to all countries, but the case studies will focus on Brazil and Latin-American countries. The case studies will include quantitative exercises with data analysis. Applicants must be proficient in Portuguese or in English to read specialized bibliography.

Application: Individuals who are interested should submit a Letter of Intention, explaining the reasons for attending the course, and a brief curriculum vitae (maximum of 5 pages) until July 1st, 2011.  To apply, please send a message to: capacitacaoapfts@gmail.com. International applicants are responsible for obtaining visas.

Contact: for further information, please call (61) 3315-2598 (Brazilian Ministry of Health – Márcio) or (21) 2234-7378 (Social Medicine Institute – Mayra) or send an e-mail to capacitacaoapfts@gmail.com

Course content

Health workers and labour market principles. How do health workers function within a health system? How are health workers defined (e.g., education, skills)? What factors affect the labour force supply and demand, and how are wages deter­mined?

Workforce need, demand, and supply. What methods are used to estimate health workforce need and demand? How is workforce supply forecasted? How can skill mix changes re­duce forecasted shortages? How is inequality measured? What are the key health worker data sources?

Incentives, productivity, performance. How do you recruit and retain health work­ers? What factors affect equity and distribution, and how can you influence them? How do you recruit workers for rural areas? What incentives have been tried and to what effect?

Financing. How do financing choices affect the health workforce? What are the different types of healthcare financing systems that exist, and what are the advantages and disadvan­tages of each? How do countries vary with respect to public, pri­vate, insurance, and out of pocket payments?

Policy and research designs for evaluations. How do you include an evaluation component within a policy design, for example, to test the ef­fect of incentives? How do economists and policy-makers work together, and what are examples of how they have worked to­gether in your home country? How do global health initiatives such as the United Nations Millennium Development Goals af­fect workforce planning?

A equipe do ObservaRH/Estação de Trabalho IMS/UERJ foi convidada a participar do Encontro Global de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde .

O Encontro está planejado para os dias 04 a 07 julho de 2011, em Lisboa, Portugal, e o tema será “Políticas de RHS baseadas em evidências: a contribuição dos Observatórios de Recursos Humanos em Saúde”.

Os objetivos da reunião são:

 Estabelecer vínculos e compartilhar experiências entre os Observatórios regionais e nacionais de RHS;

 Fazer um balanço da experiência dos Observatórios de RHS;

 Explorar as contribuições dos Observatórios de RHS para o desenvolvimento de políticas em saúde, e moldar a agenda de RHS;

 Definir estratégias de fortalecimento dos observatórios existentes e apoiar a criação de novos;

 Explorar como os Observatórios de RHS podem atender melhor à necessidade dos decisores políticos do país

 
The ObservaRH / Workstation IMS / UERJ was invited to attend the Global Meeting of HRH Observatories, which is planned to be held on 4 to 7 July 2011 in Lisbon, Portugal, on the theme  “Evidence-informed HRH policies: the contribution of HRH Observatories”.
 

The objectives of the meeting are:

To establish linkages and sharing experiences among regional and national HRH Observatories;

To take stock of the experience of the HRH Observatories “movement”;
To explore contributions of HRH Observatories to policy development in health, and shaping HRH agenda;
To define strategies of strengthening existing observatories and to support the creation of new ones;
To further explore how HRH Observatories can better serve the need of country policy-makers.

De 30 de maio a 10 de junho de 2011, foi realizada, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, a 3ª e última fase da formação do Programa FORGEST, com a realização de um Seminário Regional/Workshop final, onde cada país participante apresentou o seu roteiro para o desenvolvimento de Recursos Humanos em Saúde.

Leia mais acessando: http://www.ihmt.unl.pt/ e http://cspace.eportuguese.org/tiki-read_article.php?articleId=1021

Veja as  fotos da Sessão de Encerramento: http://www.ihmt.unl.pt/downloads/novidades/Forgest_CV.pdf

 

From May 30 to June 10, 2011,  the 3rd and final phase of training Program FORGEST was held in Praia, Cape Verde, with a Regional Seminar/Workshop, where each participating country presented its roadmap for the development of human resources for health.

Read more (in Portuguese): http://www.ihmt.unl.pt/  and  http://cspace.eportuguese.org/tiki-read_article.php?articleId=1021

See Photos of the Closing Session: http://www.ihmt.unl.pt/downloads/novidades/Forgest_CV.pdf

A notícia da morte repentina da professora Barbara Starfield, aparentemente devido a um problema coronário quando nadava em sua casa na Califórnia na sexta-feira 10 de junho de 2011, veio como um choque. Sua morte é uma perda irreparável para aqueles de nós na comunidade global que se preocupam profundamente com os cuidados de saúde e eqüidade.Uma pediatra de formação, pesquisadora serviços de saúde, comércio, e professora por talento natural, a Dra. Starfield foi professora na Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e da Faculdade de Medicina, bem como diretora do Primary Care Policy Center . Passou mais de 50 anos na Universidade Johns Hopkin s.

Barbara foi uma defensora incansável da medicina de família e cuidados de saúde primários. Ela lembrou-nos porque escolhemos a tornar-se médicos de família – para ajudar as pessoas, melhorar a saúde, e tornar o mundo um lugar melhor e mais justo.
 
Usando dados pormenorizados e análises convincentes, ela nos ensinou coisas sobre nós mesmos que acreditou, mas não sabia ao certo. Ela abriu os olhos dos médicos de família para as habilidades importantes que temos, as responsabilidades pesadas que levamos, e as possibilidades latentes que representamos. Ela viu os médicos de família como a melhor esperança para a saúde. Muitas vezes, ela desafiou a nossa visão de que a medicina familiar deve olhar como, e empurrou-nos a ver mais longe e mais claro. Bárbara tinha um entusiasmo surpreendente para a vida, viajando constantemente ao redor do globo para partilhar ideias, cultivar jovens profissionais, e empurre os líderes a fazer melhor. Um dia típico para ela poderia incluir uma reunião com um ministro da Saúde, um tutorial com os alunos, um discurso para milhares, a conclusão de mais um manuscrito de outra, e uma idéia para uma nova ferramenta para continuar a provar o valor da atenção básica. Ela será lembrada por sua paixão pela justiça social, a inteligência incisiva, e uma energia incrível. Grandes pessoas têm uma vitalidade extraordinária, o que faz parecer imortal e embala-nos a pensar que teremos para sempre. A melhor homenagem que podemos oferecer Barbara é continuar a trabalhar em direção a sua visão de um mundo em que todos tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade centrado em um relacionamento de confiança com um médico de família compass ivo, competente e abrangente. Perdemos um intelecto gigante, uma colega generosa, e uma boa amiga.
 
Nota enviada pelo Presidente da Organização Mundial de Médicos de Família (WONCA), Dr. Richard Roberts
 
The news of the sudden death of Professor Barbara Starfield, apparently due to a coronary event while swimming at her California home on Friday, 10 June 2011, came as a shock. Her passing is an irreplaceable loss for those of us in the global community who care deeply about health care and equity.
A pediatrician by training, health services researcher by trade, and natural teacher by talent, Dr. Starfield was University Distinguished Service Professor at the Johns Hopkins University Bloomberg School of Public Health and School of Medicine, as well as Director of its Primary Care Policy Center. She spent more than 50 years at Johns Hopkins.
Barbara was a tireless advocate for family medicine and primary care. She reminded us of why we chose to become family doctors – to help people, improve health, and make the world a better and fairer place.
Using detailed data and compelling analysis, she taught us things about ourselves that we believed, but did not know for certain. She opened the eyes of family doctors to the considerable abilities we have, the weighty responsibilities we carry, and the unrealized possibilities we represent. She saw family doctors as the best hope for health care. Many times, she challenged our vision of what family medicine should look like, and nudged us to see further and clearer.
Barbara had an amazing zest for life, traveling constantly around the globe to share ideas, nurture young professionals, and push leaders to do better. A typical day for her could include a meeting with a Health Minister, a tutorial with students, a speech to thousands, completion of yet another manuscript, and an idea for a new tool to further prove the value of primary care. She will be remembered for her passion for social justice, incisive intelligence, and incredible energy.
Great people have an extraordinary vitality, which makes them seem immortal and lulls us into thinking we will have them forever. And then they are gone. The best tribute we can offer Barbara is to continue to work toward her vision of a world in which everyone has access to quality health care centered in a trusted relationship with a compassionate, competent, and comprehensive family doctor.
We have lost a giant intellect, a generous colleague, and a good friend. Our deepest sympathies go out to her husband Tony, 4 children, 8 grandchildren, and extended family.

Richard Roberts, MD, JD

President, 2010-2013

World Organization of Family Doctors (Wonca)